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Através do CAT, Sebrae desenvolve programa Negócio Certo Rural com assentados da Poranga
Atuallizada em: 12 de Julho, 12:45
Depois de iniciar um trabalho para reativar Associação Mulheres Produtiva da Poranga, agora o Sebrae, através do projeto Gente que Produz e Preserva, desenvolvido pelo CAT – Clube Amigos da Terra, em parceria com WWF Brasil, o grupo Bel, IDH (The Sustainable Trade Initiative), Solidaridad e o Instituto Centro de Vida (ICV), deu inicio ao programa Negócio Certo Rural.
 
Na ultima quinta-feira, cerca de 30 participantes estiveram reunidos no salão da capela Sagrado Coração de Jesus, do assentamento Jonas Pinheiro para receber uma capacitação que vai desenvolver um plano de gestão individual para cada propriedade. Segundo o gerente da regional do Sebrae em Sinop, Volmir Contreiras, o programa realizado em parceria com Senar, pretende através de ferramentas simples de gestão, ensinar os pequenos produtores e suas famílias a melhor administrar a propriedade. “A primeira parte do projeto trabalhou a parte coletiva através da Associação Mulheres Produtivas da Poranga, fazendo um diagnóstico e um plano de negócio para que a associação possa se consolidar e crescer. Agora a gente vai entrar na parte individual de cada propriedade e trabalhar de acordo com cada realidade.”
 
Esse trabalho deve durar cerca de três meses, e vai contar com capacitações em sala de aula e consultorias individuais na propriedade. “O trabalho é feito de acordo com a realidade de cada um. E através do diagnóstico o consultor vai auxiliar o produtor a identificar onde ele precisa evoluir e melhorar e entender a propriedade como negocio, ver o que é mais rentável. Vamos pegar como exemplo o abacaxi. Primeiro o produtor precisa saber quanto custa para ele produzir esse abacaxi, a muda, o preparo, os insumos, todo o serviço pra produzir esse produto até colocá-lo na prateleira do mercado. Então o consultor junto com o produtor vai ensiná-lo a fazer as contas, os cálculos, pra ele identificar qual a margem de lucro que ele vai ter no final e se é viável ou não.”
 
Para a produtora Elisângela Ferreira Amaral, que trabalha hoje com a produção de leite, comercializar o produto não é o problema, porque existe uma boa aceitação entre os consumidores sorrisenses. “ A população gosta dos produtos caipiras. Quando eu levo queijo, doce de leite pra feira não volta um. O pessoal faz até encomenda.”
 
Mas segundo Volmir Contreiras, para aumentar os ganhos os pequenos produtores precisam se organizar e produzir de acordo com o que o mercado precisa. “Muitas vezes os supermercados querem comparar, mas o produtor não esta preparado para atender essa demanda. Por isso vamos trabalhar com eles um conceito básico nessa área: padrão x volume x frequência. O produtor precisa produzir produtos com qualidade, em uma quantidade que atenda a demanda do mercado, e de preferencia com uma determinada frequência. Assim eles vão conseguir cada vez mais ter ganhos e escala de mercado aqui no município.”
 
E tudo isso será desenvolvido da forma mais simples possível, numa linguagem de fácil compreensão, para que todos os produtores, independente do grau de conhecimento ou escolaridade possam entender, é o que explica o consultor José Catarino Mendes. “Muitos deles tem dificuldade para ler, escrever, fazer conta, por isso a gente procura envolver toda família. As vezes os pais tem dificuldade, mas os filhos podem auxiliá-los.”
 
Depois de desenvolver este trabalho na Poranga, o CAT, junto com Sebrae também vai oportunizar aos chacareiros o mesmo treinamento. Os interessados podem obter mais informações através do 3544-3379.
Texto: Assessoria CAT
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