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Produtores de orgânicos trocam experiências em visita à propriedade
Atuallizada em: 05 de Junho, 16:09

 

Uma vez por mês está sendo realizada uma reunião entre os agricultores familiares que fazem parte da APOS – Associação dos Produtores de Orgânicos de Sorriso. Cada vez, o encontro é realizado em uma das propriedades dos associados, sempre supervisionado e orientado pelo consultor em Agroecologia do SEBRAE, Glaucinei Brissow Realto.

A última reunião, realizada no dia 01/05, aconteceu na propriedade da produtora Marecilda Ludwig Carvalho, que também é presidente da APOS. Na propriedade se planta de tudo um pouco, hortaliças, verduras, legumes, frutas, também há algumas galinhas e cabeças de gado bovino e até um tanque com peixes (sistema irriga fértil)

Glaucinei avaliou positivamente o encontro que deverá percorrer todas as propriedades que fazem parte da associação e teve por objetivo promover a troca de experiências e conhecimentos sobre a produção de orgânicos, bem como as tecnologias empregadas dentro da propriedade, tempo e forma de cultivo, maquinários utilizados, quantidade de água e sol, tipos de controle de insetos e pragas, etc. para que, conhecendo a realidade do vizinho, o agricultor possa saber o que pode ser aplicado também na sua propriedade.                                                                          

“Nós temos feito essas reuniões pensando em disseminar mais o conhecimento porque assim, os associados se conhecem mais, se um faz alguma coisa diferente que serve para o outro, isso é visto durante as visitas. Estamos organizando todo mês uma visita em uma propriedade para falar sobre orgânico, o dono da propriedade apresenta, fala o que ela sente sendo produtor, há quanto tempo está na atividade, se está indo para onde quer chegar, seguir seu sonho na produção orgânica. Depois apresenta a propriedade para gente conhecer, mostra o que faz a tecnologia que usada e nisso já surgem dúvidas e trocas de conhecimento que acabam enriquecendo muito o grupo”. 

Estamos apenas na segunda reunião, queremos na próxima rodada, começar a tratar temas específicos, como a adubação verde, adubação orgânica, fertilidade do solo, controle biológico, entre outros. Vamos definir o tema para trabalhar no próximo encontro, sempre vai ter coisa nova para se conhecer nas propriedades. Se o produtor foi lá esse mês, no outro mês tem coisa nova. Então a gente vai continuar fazendo essas reuniões.

O consultor percebe por meio das reuniões quais são as principais demandas a serem atendidas para melhor aplicar a assessoria técnica “A gente consegue visualizar se precisamos entrar mais com técnicas e trazer mais coisas por meio da troca de informação. A cada assunto que surge, uma dúvida que é do grupo e a partir dessa pergunta a gente entra no assunto e explana mais coisas, aprofundando o conhecimento”.

Segundo Glaucinei, existem várias formas de desenvolver uma atividade e o produtor tem que verificar aquilo que encaixa melhor: “A gente não pode tachar uma tecnologia de certa ou errada, temos várias formas de fazer uma mesma atividade. O que a gente tem que fazer e principalmente quando se trata de agricultura familiar e orgânica é não sair julgando de certa ou errada. O agricultor deve adaptar, trabalhar com a tecnologia mais apropriada para aquele momento que a propriedade está. Por isso em uma propriedade pode estar sendo feito de uma forma e em outra propriedade de outra”.

Segundo ele, é importante que haja uma diversificação de atividades dentro da propriedade para que ela seja autossustentável “Quando a gente trabalha com orgânico, a gente busca uma alimentação mais saudável e de uma forma diversificada. E para melhorar nossa alimentação e depois para o comércio também. O cliente está interessado em comprar diversidade mesmo ele não quer comprar só alface orgânica, ele quer uma beterraba, uma batata-doce, milho, mandioca, a abobrinha, o tempero. Toda essa linha orgânica. Então a gente tem que trabalhar a diversificação. Não esperamos que uma só propriedade atenda toda essa diversidade. Mas ela tem que atingir o máximo de diversidade e somando com as outras pode aumentar mais ainda essa diversidade que facilita todo processo”.

Lenira Arsego, secretária executiva do CAT Sorriso, disse que “É gratificante saber que o projeto está se desenvolvendo bem e está ocorrendo um avanço muito grande do grupo que faz parte do projeto “Gente Que Produz e Preserva”. A prova disso é a procura de novos produtores em estar fazendo parte do projeto.

O projeto “Gente que Produz e Preserva”, do Clube Amigos da Terra, o CAT, é desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-MT), Prefeitura Municipal com apoio da WWF Brasil. Mais informações podem ser obtidas junto ao CAT Sorriso – que fica localizado em sala anexa ao Sindicato Rural de Sorriso. Telefone 3544 – 3379.

Texto: Assessoria de Comunicação CAT
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