Representantes da WWF França visitam Sorriso e se surpreendem com o projeto Gente que Produz e Preserva

Propriedades rurais certificadas, vitrine agroecológica, unidade demonstrativa do projeto Balde Cheio, foram apenas alguns locais visitados por representantes da WWF França que estiveram em Sorriso para ver de perto o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Projeto Gente que Produz e Preserva, do Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso).

Conhecer a realidade da agricultura familiar e também de grande escala na Capital Nacional do Agronegócio deixou Arnaud Gauffier, responsável por projetos de agricultura da WWF França, impressionado. “Os produtores fizeram um bom trabalho e estão de parabéns. Temos muito orgulho de fazer parte desse processo e sabemos que ainda podemos melhorar. O projeto recuperou áreas degradadas e agregou valor à produção com a certificação RTRS”, disse Gauffier.

A WWF França assim como a WWF Brasil são parceiros do CAT no projeto Gente que Produz e Preserva. Tudo começou com uma conversa informal com uma empresa de laticínios francesa, que atua em nível mundial, a Bel. O grupo identificou o potencial produtivo de Sorriso e junto com o CAT apostou na produção sustentável. Hoje temos nove propriedades certificadas no padrão internacional RTRS, que comprova que o agricultor produz, mas também se preocupa com o meio ambiente.

O coordenador do programa de agricultura e Meio Ambiente da WWF Brasil, Edegar de Oliveira Rosa acompanhou a visita e ressaltou a importância da parceria da ONG com o CAT. “Eles conheciam O Gente que Produz e Preserva na teoria e agora vieram conhecer e ter um pouco mais visão da agropecuária brasileira e comemorar o sucesso do projeto”, concluiu o coordenador da WWF Brasil.

Pela segunda vez no Brasil, Benjamin de Pancheville, responsável relações coorporativas da WWF França, até já arrisca uma conversa em português. “Estou muito feliz em conhecer algumas pessoas que fizeram o projeto existir. O desafio é aumentar a produção e preservar ainda mais a natureza”, afirmou.

Para o CAT foi uma oportunidade de mostrar os resultados do projeto e também se colocar como uma organização que atua, de forma efetiva, nessa área. A diretora de sustentabilidade do CAT, Cynthia Moleta Cominesi, garante que o projeto tem mostrando um caminho para os produtores rurais de Sorriso e região. “Quem entrou no projeto percebe a cada dia que é possível adequar a produção com a questão ambiental e ainda ter uma série de benefícios”.

Recentemente os produtores de Sorriso receberam mais de meio milhão com a venda dos bônus da soja certificada. O pagamento dos bônus encerrou o primeiro ciclo da certificação e representa um compromisso que os produtores assumiram com o projeto: Produzir e Preservar. Novos produtores já estão inscritos e passaram pelo processo de auditoria das propriedades.

O coordenador da WWF Brasil, Edegar de Oliveira Rosa admitiu o interesse em continuar a parceria com o CAT. “São organizações que podem ter diferentes objetivos, mas que tem interesses comuns. A gente está super animado para que o projeto aumente que o CAT amplie o número de área certificada e que o produtor veja o benefício que ele pode ter entrando no processo. Quem sabe em um futuro próximo Sorriso não seja a Capital Mundial da soja sustentável”, concluiu Rosa citando a missão do CAT.

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