Projeto do CAT Sorriso se torna “passaporte” para a certificação da soja

Executado pelo Clube Amigos da Terra (CAT) Sorriso, o projeto “Gente que Produz e Preserva” segue a todo gás dedicado a incentivar ações para uma soja sustentável. Um dos objetivos é que parte das propriedades de soja inscritas já alcance o patamar exigido pela Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) e certifique a sua produção a partir de julho de 2015. 

Nesta semana, os consultores Elton Caixeta e Fabiana de Melo, da Sustenágil Consultoria e Agronegócio, de Patos de Minas (MG), foram apresentados aos produtores inscritos. Os especialistas foram contratos para participar da iniciativa e, juntamente com os profissionais do CAT, oferecer levantamentos dos ambientes de trabalho, bem como capacitação, visitas técnicas às fazendas, além de subsidiar os participantes com todos os documentos e materiais necessários. Todas essas ações gratuitas visam que as propriedades alcancem o patamar exigido pela RTRS. 

Para atingir o nível de certificação da produção, as propriedades precisam atender aos critérios exigidos por uma organização credenciada pela RTRS. Por meio de adesão voluntária, 9 propriedades rurais de Sorriso (que totalizam 21.500 hectares) já seguem rumo à certificação. Todas elas receberam um diagnóstico completo sobre a identificação do que falta ser feito (não conformidades), além de suporte para as adequações necessárias.

Todas as orientações concedidas também auxiliam que as propriedades atendam as questões relacionadas às legislações ambiental, social e trabalhista – o que as livra de sanções jurídicas –, para, ao final, ainda auferir a certificação. Além do cumprimento legal, os participantes executarão um projeto de produção que atenda as condições de relações comunitárias responsáveis por meio de práticas agrícolas 100% adequadas.

Na prática, as ações sugeridas envolvem, por exemplo, desde medidas simples, como de placas de sinalização, exigida por legislação, até o atendimento às normas do Código Florestal. Com o apoio da WWF Brasil, Solidariedad, Bel e IDH, o CAT proporcionará que os produtores esclareçam todas as dúvidas através de consultoria técnica, mesmo após o término das visitas às fazendas.

Sonho dos produtores

O presidente do CAT Sorriso, Darci Ferrarin Júnior, diz que, com o crescimento do projeto Gente que Produz e Preserva, a expectativa é de que mais propriedades participem da iniciativa. “Estamos confiantes de que haverá uma aceitação ainda maior no município, visto que a certificação das propriedades é um grande sonho dos produtores de Mato Grosso”.

Com a certificação, os produtores de Sorriso ampliarão o acesso para novos mercados, além de aumentar a competitividade e a eficiência na gestão da propriedade. O consultor Elton Caixeta ressalta que, por meio da certificação, “o produtor tem acesso a crédito de instituições financeiras que aceitam o ‘selo’ RTRS. Além disso, existe a comercialização de créditos de soja responsável por parceiros que pagam um bônus do prêmio por conta do valor agregado à sua produção”.

A coordenadora do “Gente que Produz e Preserva”, Cynthia Cominesi, frisa a importância da consultoria contratada, visto que os profissionais já participam, em Coromandel (MG), de um projeto que também executa ações visando a certificação de 39 propriedades. “Em Sorriso, as ações seguem até junho de 2016, quando devemos apresentar as fazendas modelos. Mas, o projeto não está fechado. O CAT Sorriso está aberto e disposto a engajar mais produtores neste processo”.

Motivados a implementar as medidas propostas pelo projeto, os produtores, além de entusiasmados, já começaram a “arregaçar as mangas”. A agricultora Dudy Paiva diz que aproveitará para tirar todas as dúvidas referentes às correções que precisem ser feitas. “Eu aderi o projeto animada, pois já tenho neto e penso nas futuras gerações, pois, com as boas práticas que vamos implementar, ajudaremos, também, a cuidar do meio ambiente”. 

Já a produtora Ledair Cella está na expectativa de atingir a certificação e de atender às legislações. Vildomar Bonfantti, consultor de fazenda na Gleba Tropical, destacou que as ações sugeridas no projeto proporcionará resultados positivos aos produtores, funcionários das fazendas  e à sociedade. “Todos só têm a ganhar”, diz.

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