Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é considerado uma das mais importantes revoluções da agricultura

O sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) chega em agosto de 2015 ocupando 750 mil hectares em Mato Grosso. Em 2004, um levantamento feito pela Embrapa Agrossivilpastorial de Sinop, a Fundação Rio Verde e o Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) mostrava que o sistema no Estado era utilizado em apenas 10 mil hectares.

O motivo dessa evolução foi apresentado pelo pesquisador da Embrapa, Flávio Wruck, no Seminário sobre Jornalismo Rural e Produção Sustentável. “Cada dia mais estamos convencendo os produtores rurais que o sitema é viável”, afirmou o especialista. Segundo ele, para o sucesso da ILPF o sitema precisa ser:

  • Tecnicamente eficiente;
  • Economicamente viável;
  • Ambientalmente correto;
  • Socialmente justo;
  • Culturalmente aceito e
  • Politicamente aplicável.

A ILPF tem como grande objetivo a mudança do sistema de uso da terra, fundamentando-se na integração dos componentes do sistema produtivo, visando atingir patamares cada vez mais elevados de qualidade do produto, qualidade ambiental e competitividade.
Com o sistema, considerado uma das revoluções da agricultura, o produtor rural descobriu que pode trabalhar na terra o ano inteiro e não só nos meses de safra como era no passado. Convence-lo não está sendo difícil com o passar dos anos principalmente porque cada um precisa avaliar qual sistema se adequa melhor a sua propriedade. “O nome do sistema é Lavoura-Pecuária-Floresta, porém isso não significa que você tem, obrigatorialmente, que ter as três atividades na sua fazenda. Lavoura-Pecuária, Pecuária-Floresta e Lavoura-Floresta são muito comuns em propriedades no estado”, esclareceu Wruck.

No Brasil, existem vários sistemas de ILPF que são modulados de acordo com o perfil e os objetivos da propriedade rural. Além disso, essas diferenças nos sistemas se devem às peculiaridades regionais do bioma e da fazenda, como: condições de clima e de solo, infraestrutura, experiência do produtor e tecnologia disponível.

Para investir em uma nova atividade o principal entrave continua sendo a falta de crédito rural.
Um dos programas que resolve em parte esse desafio é o Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo Federal. Ele oferece linhas de crédito para produtores que queiram se organizar e planejar ações que adotem tecnologias de produção sustentáveis com o compromisso de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Mas, por causa da burocracia muitos acabam optando pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), que financia a agricultura com custos semelhantes e mais facilidades na obtenção.
Segundo a Embrapa, o governo assumiu o compromisso de aumentar a área com sistema ILPF. A meta é chegar em 2020 com 4 milhões de hectares ocupados pelo sistema.

Além da ILPF outros avanços são considerados pelo pesquisador, Flávio Wruck, “revoluções” na agricultura. A Primeira delas o plantio direto, que transforma a palhada decomposta de safras anteriores em “alimento” para o solo. As vantagens são a redução no uso de insumos químicos e controle dos processos erosivos, uma vez que a infiltração da água se torna mais lenta pela permanente cobertura no solo. Em seguida o especialista destaca a ocupação do bioma cerrado para a agricultura e a viabilidade da segunda safra.

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