Projeto de Agroecologia reúne pequenos produtores em último dia de campo do ano

Com um balanço muito positivo foi realizado o último dia de campo de 2015 junto aos pequenos produtores da agricultura familiar do Assentamento Jonas Pinheiro. Incentivar boas práticas é uma das ações do projeto Gente que Produz e Preserva do Clube amigos da Terra (CAT Sorriso), através dos conceitos da agroecologia.
Em seis meses de trabalho, as quinze famílias que participam das atividades receberam orientações técnicas, trocaram experiências e aplicaram em suas propriedades sistemas mais produtivos e sustentáveis para aumetar a produção reduzindo custos.

O encontro foi no sítio Nossa Senhora Aparecida, do Sr. Expedito dos Santos, a unidade demonstrativa onde o CAT montou uma vitrine agroecológica. Quem acompanha o trabalho desde o início, percebeu que foram muitas as mudanças na propriedade. A horta recebe adubo orgânico produzido através da compostagem. A rotação de cultura e a adubação verde também são conceitos implantados na vitrine. O resultado é produto orgânico com qualidade pronto para ser vendido na feira para os consumidores mais exigentes e que se preocupam com a saúde.

As assistências técnicas foram levadas mensalmente através de consultores do Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso, o Sebrae-MT e técnicos do CAT. Foram verdadeiras aulas a céu aberto garante Glaucinei Brissow Realto. “Já avançamos muito mas, ainda temos muito trabalho pela frente. O mercado tem espaço para aqueles que querem trabalhar com produtos diferenciados”, garantiu o consultor do Sebrae. Além de consultor, Glaucinei também é pequeno produtor no município de Alta Floresta. Lá ele apostou na produção de tomate e não vence atender a demanda. “Quando a cidade não tem um produto que o consumidor procura é preciso buscar fora e com isso perdemos espaço. Por isso, depois de aprendermos a produzir temos que busca da certificação para ganhar espaço no mercado local”.

A certificação orgânica é um dos objetivos do projeto. Para isso acontecer, a secretária executiva do CAT, Lenira Arsego, garante que será dada prioridade para os pequenos produtores com interesse em receber as orientações e aplica-las na propriedade. “O CAT apostou no projeto, trouxe o consultor e disponibiliza um engenheiro agrônomo para ajudar os assentados porém, é preciso que eles tenham interesse e façam a parte deles. Em 2016 vamos investir na divulgação dos produtos e na busca pelo selo para ganhar espaço e as gôndolas dos supermercados”.

O técnico e engenheiro agrônomo do CAT, Rafael Borges, está confiante quanto a esse passo importante. “Depois que eles aprendem as técnicas ela se torna rotina na propriedade e os ganhos em produtividade e lucro vem naturalmente”, afirmou Borges.

Apoio

O projeto conta com o apoio da WWF Brasil, Solidariedad, IDH e Bel.

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