Senar e CAT promovem curso sobre normas de saúde e segurança do trabalho

As boas práticas de produção também são reconhecidas pelos países que compram a nossa soja e vão se tornando exigência desses mercados.
Muitos produtores apostam em programas e cursos que dão orientações referentes à legislação, pra adequar quem estiver fora das normas de saúde e segurança do trabalho.


Em sorriso, o Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) em parceria com o Sindicato Rural de Sorriso e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso, o Senar- MT tem oferecido essas capacitações para produtores e funcionários.

O operador de máquina, Luciano Vieira de Almeida, aproveitou a oportunidade e participou do curso de norma regulamentadora de segurança e saúde no trabalho na agricultura e pecuária, a chamada NR-31. Funcionário da fazenda Santo Antonio, a experiência no campo não impediu que o trabalhador se qualificasse ainda mais. “Eu tinha feito esse curso há cinco anos mas aprendi coisas novas e achei importante participar”, afirmou o trabalhador.

O curso é praticamente todo com aulas teóricas. A parte prática consiste em simular e demonstrar como colocar e retirar os equipamentos de proteção individual, os EPI’s. O instrutor do Senar, Leandro Chimanko, explica que além de importante para o trabalho, o curso é uma exigência legal. “Os empregadores sabendo dessa exigência de norma e que serão cobrados por isso já dão preferência para que o trabalhador tenha esse curso na hora da contratação”.

Além de uma exigência da lei, os cursos profissionalizantes evitam acidentes de trabalho, consequentemente ações trabalhistas e prejuízos para todas as partes. “Ninguém ganha com acidente de trabalho. Não é bom pra quem se acidenta, não é bom pro empregador, nem pro governo. Dados estatísticos mostram que 90% dos acidentes de trabalho acontecem por falha do trabalhador portanto, é possível prever sim e tem meio de fazer isso”, garantiu o instrutor do Senar.

E o ideal, segundo Leandro Chimanko, é que a capacitação seja contínua. “Não precisa esperar cinco anos. As normas estão sempre sendo atualizadas e por mais que ele saia do curso ele não grava 100% as informações e esquece com o tempo. Um ano, no máximo dois, é ideal para a capacitação”, explicou o instrutor.

A mesma turma, formada por 17 alunos, também participou do curso de lavagem de EPI’s com o instrutor do Senar Rubens Loureira Carpanezi.

Os cursos são exigências do processo de Certificação da Soja do Projeto “Gente que Produz e Preserva”.
 
Apoio:
 
O projeto “Gente que Produz e Preserva”, do Clube Amigos da Terra, o CAT, está sendo desenvolvido em parceria com a WWF Brasil, Bel,

Solidariedad e IDH.

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