Empresa de gerenciamento apresenta alternativa para destinação correta de resíduos das fazendas

Representante da empresa Amazon Ekos – especializada em gerenciamento de resíduos, Auro Albuquerque esteve presente no Encontro Anual do Programa Gente Que Produz e Preserva, desenvolvido pelo CAT Sorriso, para apresentar aos produtores rurais uma alternativa para o gerenciamento e a destinação de resíduos produzidos nas fazendas. A destinação correta e documentada desses resíduos tem sido um grande gargalo dentro das propriedades e que também é uma das exigências para a certificação das fazendas pelo padrão RTRS.

Mas, como o produtor pode fazer isso de forma correta? Para isso, é necessário verificar a parte documental e licença de quem faz esse gerenciamento, se a empresa possui essa autorização. A Lei 12.305 sobre a Política Nacional de Gerenciamento de Resíduos apresenta uma ordem de prioridades desse gerenciamento: “o primeiro ponto é não gerar resíduos (o que é praticamente impossível); o segundo ponto é reduzir ao máximo a geração de resíduo, na sequência promover a reutilização, o quinto ponto é fazer o tratamento e por último, realizar a disposição final em um Aterro Sanitário licenciado pelo Ibama”.

Existe uma classificação dos resíduos em classes 1 e 2. Os da classe 2 são os reagentes e não-reagentes, já os da classe 1 são os resíduos perigosos que oferecem risco, e que há maior dificuldade para a destinação correta. “Nesse último caso, o coprocessamento seria a melhor opção. O coprocessamento consiste na destruição desse material em um forno de indústria cimenteira em função da alta temperatura, do tempo de permanência dos gases e do monitoramento de filtro das saídas das chaminés. O que sobra desse resíduo, ou seja, as cinzas, isso é incorporado na matéria prima para fabricar o cimento”.

A Amazon Ekos tem a permissão e licença para fazer a coleta, o transporte, armazenamento e a blindagem de resíduos. “Temos uma parceria com a Votorantim Cimentos S/A. A Votorantim tem uma de suas unidades na Estrada da Guia em Cuiabá. Levamos o material pra lá porque eles têm a licença para fazer essa destruição, de modo que é emitido um certificado de destinação final, reconhecendo a eliminação completa daquele resíduo que uma vez existiu e não existe mais”.

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