Produtor rural investe em energia limpa e tem economia de 50% de sua demanda

Cada vez mais a população mundial vem se preocupando em buscar fontes de energias renováveis, tanto para reduzir custos, quanto para contribuir com a preservação ambiental e investindo na chamada “energia limpa”. Diante disso, residências, comércios, indústrias e até fazendas vêm instalando projetos de geração de energia solar fotovoltaica com a utilização de placas solares para maior aproveitamento da energia solar, já que a incidência de raios solares é tão abundante na nossa região e no nosso País como um todo.

O produtor rural Gustavo Piccoli conta com três fazendas certificadas no padrão Internacional RTRS, onde foram instaladas placas que absorvem a energia solar e essa energia do sol é convertida em energia elétrica, que é armazenada na rede de distribuição e pode ser utilizada conforme a demanda em até 5 anos, com uma garantia de geração de energia por até 25 anos. “Eu utilizo a energia gerada em unidades consumidoras onde a energia elétrica acaba sendo mais cara, como na residência, no escritório na cidade e também nos pivôs utilizados na lavoura”.

O projeto também é interessante do ponto de vista da viabilidade econômica, mas Piccoli diz que cada produtor deve fazer sua avaliação e verificar se vale a pena investir. “Com a energia solar, conseguimos atender cerca de 50% de toda demanda de energia elétrica, tendo uma grande economia e tornando a fazenda autossustentável, pois é um investimento que se paga dentro de 7 a 8 anos. Existem várias linhas de financiamento a longo prazo, mas cada produtor tem que fazer sua conta e ver se compensa”, afirmou Piccoli.

Sobre a certificação RTRS, Piccoli avalia que tornar a fazenda certificada tem contribuído muito para melhorar o setor do agronegócio e sua imagem dentro e fora do País. “Desde o momento em que o CAT nos incentivou a fazer parte desse projeto de certificações nas propriedades, a gente vê com bons olhos isso porque temos visto que o mercado tem gostado e tem cobrado muito essas certificações. Então isso ajuda a melhorar a imagem do agronegócio dentro e fora do País”.

São vários os requisitos exigidos no processo de certificação, tanto na parte de documentação, itens de ordem trabalhista e cumprimento da legislação ambiental. “Isso vem a melhorar a eficiência da nossa gestão junto da nossa propriedade porque essas exigências são mais nas áreas social, ambiental e econômica. São coisas que a gente procura fazer de maneira correta dentro da propriedade e essa certificação vem nada mais do que avalizar tudo aquilo que a gente já vem fazendo e trazer algumas exigências que vem para melhorar ainda mais o nosso negócio”.

E o mercado internacional também agradece todos esses pontos que vem sendo cumpridos dentro das fazendas certificadas e os consumidores estão cada vez mais exigentes “Essa exigência é feita não só na comercialização, como nessa questão ambiental, quando o comprador lá fora adquire um produto de uma fazenda certificada, muitas vezes ele acaba pagando um ‘Plus’ por esta certificação, isso graças ao trabalho do CAT de Sorriso”.

O CAT juntamente com parceiros vem preparando os produtores para a certificação RTRS. Gustavo Piccolli chama a atenção de outros produtores interessados em tornar suas fazendas certificadas com o selo RTRS. “Eu gostaria de chamar a atenção dos produtores de Sorriso e região, que se tiverem oportunidade procurarem o CAT para certificarem mais propriedades, isso trará impacto positivo para o município de Sorriso. Esta região é vista lá fora como uma região que se preocupa com a questão ambiental, com a questão social e isso é importante para a região. E quanto mais propriedades tivermos certificadas é melhor para a região. O caminho para a certificação é o CAT. Os produtores que tiverem interesse podem procurar o através do CAT junto ao Sindicato Rural, e com certeza serão bem atendidos”.

Para mais informações sobre os projetos desenvolvidos pelo CAT – Sorriso. Acesse o site: www.catsorriso.com.br ou ligue (66) 3544 – 3379. O CAT funciona em sala em anexo ao Sindicato Rural, na Rua Marginal Esquerda 1415.

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