Colheita da soja avança em MT e safra deverá bater novo recorde em 2020

A colheita da soja está  na reta final no estado de Mato Grosso. O IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária elevou em 3,3% a estimativa para a colheita de soja no estado. De acordo com o instituto, os agricultores deverão colher um recorde de 34 milhões de toneladas de soja, um aumento de 4,6% em relação a temporada passada. Esta deve ser a safra de maior rendimento do estado de Mato Grosso, segundo o IMEA.

Estamos no pico da colheita, apesar da chuva, que já é sabido pelos produtores que este período é chuvoso, por isso os produtores aproveitam bem os momentos de trégua, com os dias de saída de sol. E avançam para que possam entrar com a safra do milho, segunda safra que será colhida no período seco.

O diretor da Aprosoja, Antônio Galvan diz que está otimista e acredita que esta será uma ótima safra, mas não descarta que haja problemas no campo. “No avançar da colheita, percebemos que tem problema sim no campo hoje. Tem muita soja que antecipou e não teve uma formação muito boa de grão. Já percebemos que começou a cair um pouco as médias iniciais. Mas acreditamos que iremos fechar com uma média igual ou superior ao ano passado. Mas nada fora do que aconteceu no ano passado, por conta do veranico que aconteceu, essa insolação, a formação de grão acabou complicando um pouco. Mas com certeza será uma ótima safra. É um ano bom, e com a demanda mundial de soja e milho, acredito que haverá bons preços até o meio do ano quando começa a entre-safra. Quem puder segurar, o mercado sinaliza um preço bem melhor do que está acontecendo hoje.”

O presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Tiago Stefanello fala da preocupação com relação às perdas devido à umidade da soja e à situação das estradas no arranca-safra. “Estamos em plena safra e a previsão é de chuvas e muito do que o produtor tira com umidade e entrega nas empresas, os descontos de umidade são enormes, isso é dinheiro que o produtor está perdendo entre os dedos. E a outra preocupação é com relação às estradas, a gente sabe que não é fácil a manutenção das estradas e o volume de caminhões é enorme, o trafego é pesado. Dobramos a produção no nosso município a cada ano e temos que estar atentos e juntos nas entidades, os produtores, as comunidades, a sociedade em geral e a prefeitura em especial no âmbito das estradas. A parceria entre a Prefeitura e os produtores está sendo feita. Esperamos conseguir tirar a safra. Nossa preocupação é que não enverde, abrindo o sol um pouco cada dia, o produtor consegue estar tirando a sua safra, entregando e honrando seus compromissos”.

O produtor rural Luiz Carlos Scapucin, proprietário da Fazenda Jaborandi em Sorriso afirmou que já está em fase final de colheita, tendo colhido cerca de 80% da sua área: “A produtividade neste ano está sendo muito boa, com cerca de 72,4 sacas por hectare. O término provável da colheita é meados de  fevereiro”.

A propriedade é certificada RTRS, o que torna a fazenda mais organizada em todos os sentidos, já que são exigidos mais de 120 itens a serem cumpridos. Isso ajuda bastante também no momento da colheita, como ressalta Scapussin “A organização só traz benefícios, com certeza. Se a fazenda por si só consegue ter um nível de organização igual ao exigido para a certificação, não há diferença. Os problemas estão em nós mesmos que sempre procuramos atalhos para chegar a um mesmo fim, o que não é tão fácil. Com a cobrança do CAT temos um caminho a seguir. É um tutor que nos leva pela mão para chegarmos ao fim de forma mais segura”.

Segundo o produtor, as chuvas não tem atrapalhado. “De modo geral elas são benéficas para a soja plantada mais tardiamente e para a cultura que sucede a da soja. O arroz e principalmente o milho que vem sendo plantado no mesmo ritmo e local em que ocorre a colheita. Sobre os preços, esperamos uma valorização a partir do segundo trimestre“.

Janete Missio, da Fazenda São Felipe é outra produtora que tem sua fazenda certificada pela RTRS. Lá a colheita, já avançou cerca de 85% da área plantada. “A produtividade está dentro do esperado. Este ano está sendo muito bom para nossa área, que não teve problemas graves de veranico ou chuva em excesso”.

Ela também ressalta os benefícios da certificação, principalmente em relação ao controle de combustível utilizado no momento da colheita. “O diesel é um insumo bastante caro, que eleva os custos da produção. A certificação ajuda com a parte da organização e controle. O milho será plantado na área toda. No momento está chovendo pouco para nós. Nossa soja está praticamente toda negociada”.

Para saber mais sobre a certificação RTRS ou sobre outros projetos desenvolvidos pelo CAT Sorriso acesse o site: www.catsorriso.com.br. Ou vá até a sede do CAT que funciona em sala anexa ao Sindicato Rural, na Avenida Marginal Esquerda, 1415. Fone: 3544-3379.

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